Em uma área de mais de 31 mil m², delimitada pelas ruas da Bahia, Antônio Aleixo, Espírito Santo e Antônio de Albuquerque, foi construída, a partir de 1935, a Praça de Esportes do Minas Tênis Clube.
Com base nos projetos do engenheiro civil Romeo de Paoli, em parceria com a firma de Alfredo Carneiro Santiago, ali foram construídos o playground, a piscina, o trampolim e o Prédio do Relógio. Inaugurada em 27 de novembro de 1937, a Praça ficou famosa por, além de abrigar a primeira piscina olímpica de Belo Horizonte, ser um espaço reservado para que a população da capital pudesse desenvolver a cultura física tão decantada pela ideologia da época.
Em 1940 foi inaugurada a Sede Social. A obra seguia a tendência das obras arquitetônicas públicas da Belo Horizonte de então. A arquitetura marcou profundamente o perfil da jovem cidade que crescia de modo acelerado e se integrava ao Brasil urbano.
Com sua localização privilegiada, cercado de novos e populosos bairros que surgiam em ritmo frenético e freqüentado por famílias que passavam aos filhos a paixão pelo Clube, o Minas não demorou a se ver diante da necessidade de reformas físicas.
Já na década de 70, intervenções inadiáveis foram feitas nas edificações do Clube, como por exemplo, aquecimento da piscina, construção de nova lanchonete, vestiários, centro médico e ginásio de judô. Era preciso mais. Uma comissão foi instituída pelas instâncias superiores do Minas para estudar e propor a modernização das instalações e uma adequação aos novos tempos e demandas. Em 1987, uma grande reforma foi proposta, visando, em especial, tornar o parque aquático apto a sediar competições oficiais.
Em dezembro de 1991 as obras foram concluídas e inaugurava-se o novo "Parque Aquático Abdalla Fábio Couri", que trazia em seu nome uma homenagem póstuma àquele que havia presidido a Comissão de Obras do Clube.
